terça-feira, 16 de outubro de 2007

Do poder da palavra à paixão por um time de futebol

Assistindo ao programa Esporte Total, da Rede Bandeirantes, fui surpreendido por uma declaração do médico e jornalista, Osmar de Oliveira, por quem tenho grande admiração pela serenidade e bom senso nas opiniões.

Em determinado momento da atração, que tem sua primeira parte inteiramente dedicada ao futebol paulista, houve um debate entre o dirigente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, e o Dr. Osmar, versando sobre o percentual de torcedores do Corinthians - time de Osmar- e do São Paulo.

Em tom de paixão total pelo seu time, Osmar se empolgou e duvidou do percentual apresentado por Cunha, baseado em um censo de torcidas que apontou um crescimento no número de torcedores do tricolor paulista. Sentindo-se contrariado pelos números, Osmar conclamou a torcida corinthiana a fazer mais filhos. "Corinthiano não nasce, é concebido. Se você tem cinco, faz logo mais um e vamos acabar com esse número do São Paulo, logo", disse o médico.

Claro que a declaração de Osmar de Oliveira foi feita em tom de brincadeira, mas não podemos jamais superestimar a capacidade de entendimento e o nível intelectual dos telespectadores. Tal opinião pode gerar um entendimento errôneo e realmente ajudar o crescimento vegetativo no Brasil, que já é bastante exagerado.

- Ah! O doutor Osmar falou. Eu sou corinthiano. Esses "bambi" não vão passar nossa torcida, não! Esse pode ser o pensamento de alguns que pegam a mensagem no meio e não entendem o tom da mesma.

Como disse no primeiro parágrafo deste post, senti-me surpreendido pela declaração de Osmar, pois ele é um médico e homem de televisão há muito tempo. Devemos ter muito cuidado com o que falamos em qualquer que seja o meio para veicular uma mensagem. Espero que outros torcedores ilustres não cometam o mesmo erro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Veríssimo sempre Veríssimo

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luiz Fernando Veríssimo

Eu não quero "quase" ser. E você?

Exemplos de vida


Peço desculpas pelo pequeno hiato do blog, mas estou de volta ao teclado a partir de agora.
E nesse retorno, aproveito para destacar algo que vi de perto nos Jogos Parapan-americanos Rio 2007: a vitalidade e alegria de competir dos atletas brasileiros e internacionais.
Não pude ver muitas competições - por ser um dos editores do site oficial dos Pan e Parapan, vi apenas um jogo de basquete sobre cadeira de rodas e a natação - mas isso foi suficiente para constatar o amor pelo esporte e a vontade de superar limites daqueles atletas paraolímpicos.
Pouco importou ali o número de medalhas ou vencedores. Todos provaram ser campeões. A participação brasileira foi sensacional com 228 medalhas, número um no ranking geral. Houve momentos de pura união entre os povos, coisa que muitas vezes só o esporte e a dor das dificuldades pode proporcionar. Enfim, uma verdadeira celebração à vida e àqueles que fazem questão de dizer que ela "é bonita... é bonita... e é bonita".

Pan Rio 2007 - Show de organização

Se vamos realizar os jogos de 2016, isso só o futuro dirá. Mas, se provamos ter condições de realizar uma olimpíada no Brasil, isso foi sem dúvida constatado. Apesar dos inúmeros votos de insucesso e má sorte (pra não dizer aquela outra palavra) de alguns "coleguinhas" de nossa imprensa, os Jogos Rio 2007 foram simpsmente os melhores já realizados até hoje, palavra do Presidente da Odepa, Mario Vásquez Raña.

Claro que não estou promovendo um ufanismo aqui. Há problemas estruturais no Rio que devem ser resolvidos ainda. Porém, se colocarmos a mesma força de vontade e organização mostradas no Pan, a cidade dará um grandioso passo rumo a recepcionar os melhores atletas do planeta aqui em nosso país.

Foto de Alexandre Loureiro - www.rio2007.org.br
O brasileiro, Carlos Santos, na disputa da medalha de bronze contra o argentino, Oscar Alberto Diaz. Santos venceu por 2 sets a 0.

sábado, 1 de setembro de 2007

Até Londres 2012...será?

Que o Brasil há muito não consegue classificar seu time de basquetebol masculino para os Jogos Olímpicos, isso não é novidade. Que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) é mal presidida e organizada, isso já se sabe há zilênios. Mas, agora, que os jogadores da seleção não vibram mais em quadra como faziam Oscar, Marcel e cia, ah... isso é novidade!

Hoje contra uma Argentina que vibrava até quando esteve atrás no placar, parecia que os brasileiros estavam disputando um jogo de esquina, mesmo quando estava a frente no marcador.

No futebol, ultimamente, a gente tem colocados os "hermanos" no bolso. Sabe-se lá Deus como! Mas, no basquete, esporte que a gente perguntava de quanto tinha ganho, no passado, os caras (Scola, Delfino e cia) mais uma vez deixaram a gente de fora de Pekin 2008.

Há ainda uma chance ano que vem com o Pré-olímpico mundial. Mas, vai ser difícil. Muitos times, quatro equipes européias...sei lá. Dificilmente o Brasil terá os jogadores da NBA, que cá entre nós, não foram esses monstros da quadra também.

Bem, amigos, vocês que gostam de basquete, e que lutam pra saber como estamos indo, a resposta é MAL, MUITO MAL!

Até Londres 2012. Será?

domingo, 1 de julho de 2007

Tá esquisito, heim Dunga!

Em edição extraordinária!

Com time bom ou não, com o Doni no gol, com o Dunga fazendo um monte de bobagem, em qualquer lugar que seja, o Chile continua a mesma "TETA" de sempre!

São Robinho!

:-(