sexta-feira, 19 de setembro de 2008

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

(D)eficientes


Após a mais brilhante participação da delegação brasileira em uma edição dos Jogos Paraolímpicos, totalizando 47 medalhas - sendo 16 de ouro, uma pergunta fica no ar: de onde vem tanto talento? E por que os resultados paraolímpicos em Pequim superaram de longe os resultados olímpicos?

Não é fácil achar uma resposta para estas perguntas e acredito que nem seja necessário, dado a tamanha complexidade que cada competição envolve. Uma coisa é fato: os atletas paraolímpicos souberam honrar o nome do país e mais uma vez demonstraram - a exemplo do que já tinham feito nos Jogos Parapan-americanos Rio 2007 -, que a palavra deficiência está cada vez mais longe do real significado que estes homens e mulheres merecem.

Talvez, a luta para se adaptar à difícil realidade de um país que não se preocupa com o termo acessibilidade e a indiferença de uma sociedade que finge não vê-los faça com que esses gigantes paraolímpicos se tornem bravos lutadores, vide Daniel "Phelps" Dias (foto), ganhador de nove medalhas, sendo quatro de ouro. Fico até pensando se não seria mais correto chamar o fenômeno da natação americana de Michael "Dias" Phelps. E o que dizer de Antônio Tenório? A lenda do judô, tetracampeão paraolímpico. Na China, ele venceu todas as lutas por ippon, o golpe perfeito.

O mais legal disso tudo é saber que após o show de nossos atletas em Pequim muitos deficientes físicos, que hoje não encontram alegria e esperança em suas vidas, certamente repensarão suas metas e dirão a si próprios "Eu posso. Eu consigo, também".

Parabéns guerreiros! De deficientes, vocês não têm nada.

Foto: Globo.com






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terça-feira, 16 de setembro de 2008

A música fica mais triste


O Me emblogando lamenta a morte de Richard Wright, tecladista e fundador de uma das maiores bandas de todos os tempos, o Pink Floyd. Que Rick leve o "Great gig" definitivamente ao céu.

Foto retirada do site de David Gilmour.









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Seu Jorge no Faustão


Não sou muito fã do Faustão e seu Domingão. Mesmo assim, continuo admirando o Fausto Silva e suas opiniões, quando dá uma entrevista fora da Globo. Lembro com saudade do Perdidos na Noite, onde Fausto era mais original e menos formatado, mas isso faz mais de 20 anos e eu não sou um velho pra ficar regulando as transformações de ninguém e viver de passado.

O fato é que a idéia para este post nasceu depois da ótima performance do Seu Jorge, no último Domingão (14). Além de mostrar o usual talento, Seu Jorge - provocado por um Faustão que adora que seus convidados falem de questões sociais - alguém lembra quantas vezes ele pediu ao Seal pra comentar sobre sua vida com a modelo BRANCA Heidi Klum??? - fez comentários pertinentes e bastante sóbrios sobre o momento atual do país.

O mais impressionante disso tudo foi Faustão ter deixado o convidado falar, coisa
quase impossível de acontecer no programa. E Seu Jorge falou mesmo. Foram comentários lúcidos e sem o revanchismo que muitos artistas negros insistem em levantar - talvez influenciados pelos negros americanos, que possuem uma outra razão para fazer os ataques que fazer; algo muito diferente do que ocorre no Brasil. Resumidamente, Seu Jorge deu uma aula de civismo e atualidade sem pieguice. E Faustão ainda calou a boca dos que o criticam por monopolizar as entrevistas.

Essa história de falar ou não deixar falar me lembra uma vez em que Lobão esteve no extinto Jô Soares Onze e Meia. O sempre eloqüente Lobão demorava uns cinco minutos respondendo a cada pergunta do Jô. Embevecido pelo articulação do convidado, Jô não fazia mais perguntas. Só pedia ao roqueiro: "fala mais!"

Foto: Seu Jorge e Fausto Silva - Fonte: Globo.com




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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ciência manda pessimistas pro buraco


Nesta quarta-feira (10), começou a funcionar na fronteira da França com a Suíça o “Large Haudron Collider”, o superacelerador de partículas - o maior já construído até hoje. Após 14 anos de trabalho de pesquisadores de 50 países, inclusive o Brasil, e US$8 bilhões gastos no experimento, dois feixes de prótons giraram na máquina. Quando estes feixes atingirem a velocidade da luz, eles devem colidir e reproduzir em uma escala menor o famoso Big Bang, a grande explosão que seria responsável pela criação do universo.  

Contrariando a expectativa dos mais pessimistas, o temido buraco negro, capaz de engolir o universo, não foi criado pelo LHC. Mas, e se você pudesse criar um buraco negro e fazer com ele levasse embora pessoas indesejadas, quem seriam elas? O que você gostaria que esse buraco levasse embora? Eu penso que o primeiro buraco negro poderia ser criado em Brasília, para levar toda a corja de políticos desonestos que habitam aquele estranho planeta: o "Corrúpter". E você?







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