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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Por que o futebol brasileiro tem tanto medo de inovar? Why Brazilian football is so afraid of innovating?

Nos últimos dez anos, vários foram os esportes que, em busca de um maior número de adeptos, resolveram mudar regras e promover novidades. O vôlei é o caso mais explícito que conheço, tendo mudado a forma de contar os pontos, inventado uma posição para beneficiar bons jogadores, mas de baixa estatura - o líbero -, possibilitado o uso dos pés para defender e salvar bolas quase perdidas, e mais recentemente, adotado um novo visual para os uniformes, sem as antigas mangas compridas dos idos da geração de prata dos anos 80. Os torcedores, principalmente as torcedoras, adoraram as mudanças. No entanto, quando olhamos para o principal esporte do País, não vemos grandes diferenças no vestuário dos jogadores. Muitas vezes, por culpa dos próprios torcedores e dirigentes.

Na semana passada, a diretoria do Vasco divulgou as camisas que o clube usará em 2009, assinadas pela nova marca de material esportivo da equipe. Procurando um design mais moderno, a tradicional faixa diagonal foi estilizada e a camisa ganhou um ar mais século 21. Eu, que sou vascaíno, gostei da mudança. Mas, parece que não são muitos os que concordam. Alguns chegaram a dizer que o Vasco já estaria arrumando uma forma de esconder sua tradicional camisa, caso tenha que jogar a segunda divisão do campeonato brasileiro. Um verdadeiro absurdo.

As novas camisas do Vasco da Gama para 2009

A verdade é que o brasileiro se assusta com o novo, o diferente. Na Europa, clubes tradicionais não ligam muito para essa ditadura das cores. A Juventus tem o primeiro uniforme em preto e branco, e o segundo em azul ou amarelo. O Barcelona, além do grená e azul, veste outras centenas de combinações durante a temporada e os torcedores adoram. O Arsenal, time inglês, tem o primeiro uniforme em vermelho e o segundo em amarelo, e nem por isso os torcedores deixam de gostar do clube. A Alemanha fez a final da copa de 86, no México, jogando de verde! Alguém já viu a cor verde na bandeira germânica? E a gente reclama da camisa azul da seleção brasileira, heim!

Detalhe de um jogador alemão com a camisa verde
na final de 86 contra a Argentina. Tradicional?

Muitas vezes no Brasil, o problema são as diretorias, que impedem o novo. A camisa laranja - muito bonita e moderna -, caiu nas graças do torcedor do Fluminense, sendo a que mais vendeu até hoje, e nem assim os dirigentes tricolores a adotaram em jogos oficiais. E o que dizer da camisa roxa do Corinthians, que além de fazer sucesso, foi uma ótima jogada de marketing, embora não seja usada em muitos jogos?

Até quando torcedores e dirigentes terão receio de experimentar e ousar? Que os clubes sejam antigos e tradicionais, isso é fato. Mas, que as cabeças das pessoas tenham ficado no passado, isso é inaceitável.


In the past ten years, various sports that had been in search of a greater number of supporters, decided to change rules and promote innovations. Volleyball is the most explicit I know, having changed the way of counting the points, invented a position to benefit from good, but still short players - the Líbero -, made possible the use of the feet to protect and save balls, and more recently, adopted a new look for the uniforms.So much for old long sleeves from the 80s. The fans, especially the girl fans, loved the changes. However, when we look at the main sport in Brazil, we see no major differences in the players' clothing. Surprisingly, very often, the fans and managers themselves are to blame.

Recently, Vasco da Gama's management department announced the jerseys the club will be wearing in 2009, signed by the team's new sponsor. Looking for a more modern design, the traditional diagonal band got a little bit more fashionable a received a more 21st century style. I kind of liked the change. But it seems I am not part of the croud out there. Some came to say that Vasco was trying to find a way to hide their traditional shirt, cause the team will have to play the second division of the Brazilian championship. A real absurd.

The truth is that Brazilians are usually frightened by the new, the different. In Europe, traditional clubs don't care that much for the dictatorship of colors. Italian team Juventus has got its first uniform in black and white, and the second in blue or yellow. Spain's Barcelona, in addition to burgandy and blue one, has worn hundreds of other combinations during the seasons and the fans have never stopped loving their team. Arsenal, from England, wears a red jersey officially, but their second uniform is in yellow. Germany played the final match of the World Cup Mexico 86 against Argentina, wearing a green jersey! Has anyone ever seen the color green in the German flag? And still there are some people who are against the blue jersey the Brazilians have worn at times. Believe it?

Many times in Brazil, the problem usually comes from the managers, who avoid changes. Fluminense, a very traditional soccer club in Rio de Janeiro, elected the orange jersey - very beautiful and modern I must say- to be the team's thrird official uniform, and that became the most sold until today. Still, the team's leaders have not adopted this jersey in official games. The purple jersey of Sao Paulo's Corinthians was a huge success, a great marketing move, though it has not been worn in many games? I guess the big question here is: when will fans and executives dare to change and make soccer something more innovative in Brazil?

Clubs are supposed to keep their tradition and such, this is fact. But not to see a new horizon, where marketing strategies are in bloom everywhere, that is unacceptable.



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domingo, 7 de setembro de 2008

Um adeus emocionante


A seleção brasileira de vôlei feminino conquistou hoje (7) o título do Final Four - competição que reuniu também Argentina, Cuba, República Dominicana (vice-campeã). Apesar da conquista, o choro da torcida era evidente. A levantadora Fofão se despediu da seleção e emocionou companheiras comissão técnica, em especial o técnico José Roberto Guimarães. “Conheci a Fofão ainda menina. Acompanhei sua carreira por todos os clubes que passou. Ela é como é pela família que tem, pelo berço que teve. Sempre foi uma pessoa com essa personalidade marcante. Calada, mas em pequenos gestos ela demonstra o que pensa e o que quer. Humilde na dose certa nos seus pensamentos. Seus pais, Eurides e Sebastião, na hora em que pensaram em fazer a Fofão estavam em um momento mágico”.

Fofão, nascida Hélia Rogério de Souza Pinto, de 38 anos, se despediu com o sentimento de dever cumprido. “Valeu. Agradeço a Deus por ter me dado a chance de defender o Brasil e chegar neste momento. Durante a final veio toda uma história na cabeça. Comecei a jogar sem pretensão alguma, e no meu segundo ano fui convocada para a seleção pelo mesmo técnico que não me chamou para a equipe juvenil. De repente, participei de cinco Olimpíadas. Hoje olho para trás e vejo que tudo valeu a pena, e que nenhum momento foi tempo perdido”, declarou a levantadora, que recebeu um troféu especial pelos 340 jogos disputados pela seleção brasileira.

*Todas as declarações foram retiradas do site da CBV*

Foto: GLOBOESPORTE.com







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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Todos têm o seu tempo para brilhar

Poucas vezes começo um texto pelo título. Acho que de acordo com o andamento das coisas, o próprio texto vai tomando conta de mim e delineando o caminho até o título mais preciso. Porém, desta vez resolvi mudar. Primeiramente, pensei em "ninguém é insubstituível", mas achei cliche demais. Pensei em outros e acabei ficando com este que você vê aí em cima.

Sim, todos aqueles que perseveram e trabalham têm o seu momento e local de brilhar. E com o levantador da seleção masculina de vôlei, Marcelinho, não foi diferente. Por muitos anos reserva do time de Bernardinho, Marcelinho - alvo de críticas e desconfianças de muitos - provou ser da elite do vôlei mundial, conquistando a Copa do Mundo, no Japão, domingo (02).

Poderia ficar aqui enumerando os vários motivos pelos quais o Brasil é imbatível no vôlei masculino, mas vou ficar somente com um: amizade. Ela esteve presente em cada beijo que o atacante Giba dava em seus companheiros. Em cada olhar dos jogadores, mostrando que o time joga por prazer e não somente pelo dinheiro, como tentou insinuar o ex-levantador títular, Ricardinho.

Ele tentou manchar a imagem da seleção, dizendo que a Família Bernardinho era uma falácia e que nada que víamos era real. Logo, ele, Ricardinho, um gênio do esporte, jogador com um poder ímpar de dar à bola uma aceleração que bloqueio nenhum pode acompanhar. Um levantador de jogadas mágicas em que, às vezes, precisamos de replay para entender o que ele faz? Que pena, Ricardinho.

Pena para ele e bom para Marcelinho, que pode não ter o mesmo prestígio que seu antecessor, mas teve muito mais que isso. Mostrou ter hombridade para segurar a pressão, defender o grupo e não atacar o ex-companheiro. Mostrou, ter serenidade para esperar o momento certo - contra a Rússia, em uma partida memorável -, para brilhar e garantir a vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim. Enfim, Marcelinho mostrou a todos nós o poder da máxima; e que se dane se é cliche ou não:
ninguém é insubstituível, mesmo.