sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Voltando à ativa

Adoro esse exercício da escrita. Sempre gostei de traduzir meus sentimentos em palavras. Mas, recentemente, o MeEmblogando tem estado paradinho, paradinho. Penso em levar o blog para o Wordpress, torná-lo mais profissional, porém com o ritmo de trabalho que tenho hoje (graças a Deus), fica sempre pra depois.

Outro fato é que ando blogando em outros lugares, também: no blog da minha pós-graduação e agora no blog da Textual Comunicação, empresa para a qual fui contratado em dezembro, depois de me desiludir com os rumos que minha antiga empresa estava tomando.

O fato é que depois de mais de 2 meses estou de volta para o blog. Blogo quando estou feliz e motivado. Como a Textual me deu essa injeção de volta, sinto que é hora de externar esse sentimento e voltar a escrever mais.

Esse primeiro post de 2010 foi escrito por mim para o blog da Textual. Nele, falo sobre a ação do Tour da Taça FIFA, organizada pela Coca-Cola Brasil. Tive o prazer de rever "novos-velhos" amigos e conhecer outros, como o João Roberto, do blog do torcedor do Botafogo.

Ah, em março tem #soumaisweb e serei o moderador. Claro que farei um post sobre essa nova experiência. Até la!


Tour da Taça Coca-Cola – uma experiência incrível
Por Fábio Carvalho

Não importa o país, a taça da Copa do Mundo FIFA sempre encanta os fãs de futebol. Ela ainda vai passar por vários países até chegar a Joanesburgo, local da final da Copa do Mundo da África do Sul. No último fim de semana, a taça esteve no Rio de Janeiro, no evento organizado pela Coca-Cola Brasil. A Textual é a responsável pela assessoria de imprensa da Coca-Cola Brasil e credenciou mais de 300 jornalistas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A Textual Novas Mídias convidou blogueiros que gostam e escrevem sobre futebol para curtir a experiência do tour. Estiveram lá João Roberto e João Marcelo Garcez, ambos do globoesporte.comRodrigo Bastos, do BigSensePedro Cardoso, do Receita de Sucesso,Cristina Dissat e Celso Pupo, do Fim de Jogo e Léo Bragrança, do ComunicacaoEtc.

Além da taça, confeccionada pelo artista italiano Silvio Gazzaniga, a grande estrela da festa, como sempre, foi Edson Arantes do Nascimento. Pelé provocou uma grande agitação entre os jornalistas, mas demonstrou a simpatia e alegria de sempre.

Carina Almeida, do Grupo Textual, e o Rei do futebol, no Tour da Taça

Microfones e câmeras sempre apontados para o rei Pelé

Quem foi ao Forte de Copacabana se encantou com o show de organização, qualidade de entretenimento e bom gosto que a Coca-Cola ofereceu. Logo na entrada, a criançada e por que não dizer os mais altinhos puderam mostrar suas habilidades com a bola nos pés, auxiliados pelos recreadores. Tinha de tudo: golzinho, pênalti com goleiro e árbrito, vídeo games de futebol, além de uma tela interativa, onde se podia tocar e obter informações sobre todas as copas. As bolas oficiais dos mundiais de 78 (Argentina) e 98 (França), entre outras, também puderam ser fotografadas pelos fãs que não perdiam nenhum detalhe. Um filme fantástico em 3D preparava os visitantes para a estrela maior do evento.

A fila para ver a taça valeu a pena. No final do tour, os visitantes receberam suas fotos impressas com a taça da Copa do Mundo FIFA 2010. Realmente, uma experiência completa de marca, proporcionada pela Coca-Cola Brasil. Hoje (8) e amanhã (9) a taça estará em São Paulo, no Memorial da América Latina. Depois, ela parte pra Argentina. Tomara que os hermanos só a vejam lá dessa vez.
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Sou+Web 12 batendo um bolão

Na véspera da “final” do Campeonato Brasileiro, é claro que o Sou+Web tinha que falar de esportes na internet. Se a discussão tivesse acontecido em outro país, talvez o tema princial não fosse o futebol americo, beisebol ou basquete. Mas como, graças a Deus, o evento aconteceu no Rio de Janeiro, o esporte bretão foi o centro das atenções. Também, com uma Copa do mundo ano que vem e a próxima no Brasil, fica difícil não querer saber como os grandes portais esportivos estão preparando suas coberturas. Quando a galera do Sou+Web entra em campo, não tem bola perdida. Toda opinião é ouvida e respeitada por todos. Isso faz o evento diferente de tudo o que se vê por aí, ajudando instituições como o Pró-criança Cardíaca. Golaço!

Abrem-se as cortinas e os artistas entram em cena

Cristina Dissat foi a moderadora dessa décima segunda edição. Cris é a @fimdejogo, que faz um trabalho muito respeitado com o blog de mesmo nome, cobrindo os jogos no Maracanã de uma forma diferenciada, informativa e super interativa. Os debatedores vieram dos timaços da Lancenet!, Infoglobo e ESPN Brasil.

Maurício Louro
Jornalista formado na Universidade Federal Fluminense,  duas pós-graduações: em Gestão de Marketing Digital, e em Jornalismo Cultural. Atualmente é Editor de Conteúdo do Lancenet! com atuação em jornalismo esportivo, desenvolvimento de comunicação em websites, jornais impressos, rádio, agência de notícias e assessoria de imprensa. Criador e instrutor do curso “Técnicas de Comunicação na Web”.

Márcio Mac Culloch Jr.
Está à frente do projeto de cobertura do Mundial da África do Sul. Foi editor de esportes do site do jornal O Globo de 2001 a 2008 e atualmente é coordenador de projetos esportivos da Infoglobo. Comandou a cobertura on-line das Copas do Mundo da Coréia do Sul/Japão e da Alemanha; dos Jogos Olímpicos de Atenas e Pequim e dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. É formado em comunicação social pela PUC-RJ, com MBA em gestão de negócios pelo IBMEC e pós-graduação em jornalismo pela Faculdade da Cidade-RJ.

Cássio Brandão
Publicitário, já realizou projetos para internet, celular e TV Digital. Iniciou sua carreira no start-up do iG. Teve passagens por Claro, Globo.com, TVA e Editora Abril. Hoje trabalha na ESPN como Gerente de Novas Mídias. Já foi premiado duas vezes com o iBest, uma com o Prêmio Info e recentemente recebeu o Prêmio ABANET com o projeto do ESPN.com.br. Está, nesse momento, envolvido em diversos projetos, entre eles o Planejamento Digital para a Copa do Mundo, a plataforma de VOD ESPN360 e a central de conteúdos para dispositivos móveis.

Para Cássio Brandão, não basta atuar em uma só frente. Segundo ele, a ESPN Brasil não é apenas uma televisão. É um conceito multimídia, aliado à internet, que a consolida como um dos cinco melhores portais esportivos do Brasil. Brandão diz que, nos Estados Unidos, os números da ESPN são muito maiores, assim como o investimento. Mas, a estratégia de comunicação da filial brasileira vem provando ser um sucesso de audiência. O site da ESPN Brasil é todo tagueado. A empresa aposta na especialização e refino do conteúdo. Se o internauta não achar material sobre um determinado assunto digitado no site, ele é direcionado a esse conteúdo por uma ferramenta de busca. Para Cássio, o emocional tem que fazer parte da estratégia de comunicação, especialmente quando o assunto é esporte.

Até quanto vale ser imparcial no jornalismo esportivo?

Marcio MacCculloch Jr., do Infoglobo,  abordou a questão da competição com os profissionais da mesma empresa. Ele também falou da questão da imparcialidade no jornalismo esportivo. Segundo Marcio, não há como ser 100% imparcial, pois o componente da paixão está muito presente nos sentimentos de todos que trabalham com esporte. Para ele, isso é bom, porque mostra ao público que o conteúdo é feito por gente que gosta do assunto.

Para Mauricio Louro, a saída é a interatividade. Mauricio que é jornalista de formação se viu “forçado” a fazer uma especialização em marketing para ter uma melhor visão do mercado, além de abrir um leque maior de possibilidades.  Nesse momento, toquei no assunto da proibição do Twitter nos torneios da ATP (o tenista Andy Roddick queria interagir com seus fãs no Twitter, durante o US Open, mas foi proibido pela organização), e também, nos jogadores que têm twittado no Brasil, caso de Petkovic, Léo Moura – ambos do Flamengo -, e do técnico Mano Menezes. Todos os debatedores concordaram com a interatividade promovida pelos atletas e condenaram a proibição da ATP, embora entendam que ainda existe um motivo forte para que se “proteja” o conteúdo que as empresas de comunicação pagam para ter com exclusividade. Quando empresas impedem que seus astros se conectem com os fãs é uma bola fora sem tamanho.

Conteúdo copiado e publicado sem autorização. Oh, bandeira! É impedimento!

Como sempre, o Sou+Web traz um assunto que gera polêmica. Dessa vez, o escolhido da galera foi o conteúdo copiado e publicado por sites que atuam como pseudo-compiladores, mas que são monetizados e vivem de anúncios devido à boa audiência. O Lancenet! teve que proibir o site Netvasco de usar seu conteúdo. Já a ESPN Brasil optou por uma solução: passou a disponibilizar widgets da emissora, que podem ser colocados em blogs e sites. Assim, os créditos de quem criou um determinado conteúdo não se perdem.
A maior preocupação das empresas com o roubo de conteúdo é o retorno sobre o investimento, sendo desviado para sites que não investem em profissionais capacitados para produzir aquele mesmo conteúdo. O sempre relevante RoneyB sugeriu uma proposta interessante para isso: a doação do internauta pelo conteúdo oferecido, a exemplo do que fez a banda Radiohead. A proposta de Roney não encontrou apoio nos debatedores. Eu penso que poderiam, pelo menos, fazer uma tentativa. Claro que a maior fatia da receita virá e continuará vindo da publicidade. Mas, já que todos os debatedores se mostraram favoráveis a interatividade, porque não levá-la ao nível econômico também? #ficadica

No final, todos tiramos uma bela foto intitulada “Paz entre as torcidas”. Pena que os fatos que se seguiram a este dia não reverbaram a união da galera, vide as cenas de violência em Curitiba, São Paulo e Rio. Quem sabe um dia as coisas mudam. Vamos torcer!


Foto: Celso Pupo

Leia esse e outros posts sobre web, marketing digital etc no Digital Já


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terça-feira, 20 de outubro de 2009

#soumaiswebcainarede - 11ª edição

E mais uma edição do Sou + Web aconteceu no Rio de "Janeura", no auditório do curso Ibeu, em Copacabana. Enquanto a cidade fervia negativamente com um helicóptero da polícia sendo derrubado, ônibus queimados e outras tragédias que nossos governos há muito não têm capacidade de evitar, o debate sobre o futuro das agências - o que fazer para garantir a sobrevivência numa nova era - também pegava fogo e gerava longas e produtivas e positivas discussões, marca já registrada do evento capitaneado pelo gripadíssimo Nino Carvalho.

A décima-primeira edição do evento contou com as participações de Risoletta Miranda (@rizzomiranda), diretora-executiva da FSB PR Digital (www.fsb.com.br), formada em jornalismo, MBA Marketing COPPEAD/UFRJ, especializada em Planejamento Estratégico de Marketing e Comunicação Digital e uma das criadoras do Conceito de VRM – Virtual Relationship Management; George “Benson” Acohamo (@superbenson), publicitário formado pela Escola de Comunicação da UFRJ, pós graduado em Administração de Marketing. É Gerente de Comunicação Interativa da DPZ, com passagens por agências como Y&R, Africa, MLab e Fbiz, e ainda pelo portal Zip.Net e TV Globo; Nick Ellis (@nickellis), editor e autor do Digital Drops e Meio Bit, que juntos tem mais de 1 milhão de visitas únicas por mês. Com mais de 20 anos de experiência como designer e diretor de arte, atualmente trabalha na In Press Porter Novelli como Especialista em Mídias Digitais, cuidando da criação de conteúdo para blogs corporativos, monitoração online e criação de campanhas virais usando redes sociais como Facebook e Twitter; e Alexandre Carvalho (@acarvalho), jornalista formado em 2003 pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), há oito anos vem estudando as profundas mudanças que a internet vem provocando na comunicação digital, tanto no jornalismo quanto no marketing e na publicidade. Tem larga experiência em assessoria de imprensa, no atendimento a empresas dos setores de tecnologia e esportes, e atualmente é executivo de mídias sociais da LVBA Comunicação, cuidando exclusivamente das ações de RP da Nokia do Brasil para este segmento. Desde janeiro, mantém em atividade o blog Almanaque da Fórmula-1 , onde busca resgatar a história da categoria em seus quase 60 anos de existência, enfim, só fera.

"Tudo é digital" - Benson

George "Benson" Acohamo disparou uma afirmação que deve ter alegrado boa parte da plateia: "falta pouco para se começar a fazer dinheiro com mídia interativa". Essa é uma preocupação de onze em cada dez profissionais de publicidade e marketing na web. Benson ainda afirmou que já há casos de empresas que dedicam 100% de seus esforços ao marketing digital. Essas devem ter tomado red pill, mesmo, pois é grande ainda o número daqueles que acham que um outdoor resolve boa parte dos seus problemas de comunicação. A pergunta é alguém ainda olha para outdoors?

#SouMaisWeb 11 - Futuro das Agências por Bruno Fontes.
Rizzo Miranda fazendo sua apresentação, com "Benson" (à direita) - Foto Bruno Fontes

"Tudo é comunicação" - Rizzo Miranda

Rizzo deliciou a plateia com uma explanação que me lembrou imediatamente das fantásticas aulas de Carlos Nepomuceno (professor da @posmktdig4 - FACHA/IGEC). Ela lembrou Paul Valerie que afirma que para entender um momento na história, temos que nos distanciar dele pelo menos 50 anos.

Rizzo afirmou que precisamos nos reinventar, pois os clientes são diferentes. Hoje, não há a famosa receita de bolo de anos atrás. E para promover essa reinvenção, ela propõe o caminho do diálogo, observação e criatividade, gerando credibilidade entre o cliente e seu parceiro. Ela ainda levantou a questão do surgimento de um novo perfil profissional: o Homo Digitalis - aquele que está inserido no contexto digital e se transforma a partir dele.

Por último, falou o blogueiro e twitteiro, como ele próprio diz, Nick Ellis. Ele contou sobre suas experiências no mundo digital, dando especial ênfase ao seu trabalho no Digital Drops. Atualmente, Nick é contratado da InPress e perguntei a ele que avaliação ele faz dessa experiência. Nick se mostrou bastante satisfeito e está gostando da troca positiva de informações que existe no ambiente de trabalho.

#SouMaisWeb 11 - Futuro das Agências por Bruno Fontes.
"Benson" e o futuro das agências, ao fundo Rizzo, Alexandre Carvalho e Nick Ellis - Foto Bruno Fontes
O case #portocainarede

O jornalista e blogueiro Raphael Crespo foi o responsável pela maior polêmica desse Sou+Web. Crespo perguntou aos debatedores o que eles tinham achado do critério de escolha da ação Porto cai na rede, que levou blogueiros conhecidos, mas nem sempre especialistas em turismo, para avaliar um resort em Porto de Galinhas, Pernambuco.

Ellis disse que não aceitou o convite por ter sido convidado pela Nokia para assistir ao lançamento de um satélite, nos Estados Unidos. Porém, ele afirmou que não concordou plenamente com a lista de blogueiros. As opiniões divergiram entre debatedores e plateia e Alexandre Carvalho entrou de sola. Carvalho disse que não concorda com "ações entre amigos", que levam blogueiros a convidar conhecidos em detrimento de uma avaliação mais profissional das agências. Ele contou um caso em que chegou a ser ameaçado pelo "paizão dos blogs" (quem será) - em suas próprias palavras -, por ter exposto uma opinião contra a escolha de blogueiros que só causam buzz, mas nem sempre tem ligação com o conteúdo do que está sendo proposto por uma determinada ação. A discussão continuou no Twitter e ainda promete rolar por bastante tempo. Se você tiver uma opinião e quiser compartilhar, comente.

O próximo Sou+Web encerrará as atividades em 2009, abordando o esporte na internet. Promete marcar mais um golaço. Até lá.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O futuro da mídia. Mas, que mídia?

O Manhattan Connection deste domingo (11) teve a participação do jornalista Felipe Machado, editor de multimídia do jornal “O Estado de S. Paulo”, romancista e guitarrista da banda Viper. Ufa! "Dormir pra quê", brincou o entrevistado durante o programa. Felipe está em NY para debater o futuro da mídia no “The New York Times”.

A pergunta principal da entrevista com Machado foi feita pelo âncora do programa, Lucas Mendes: "vamos ou não pagar pelo conteúdo na internet?" Felipe, como já era esperado, não teve resposta para esta questão, porque alías, ninguém tem essa resposta até agora. O próprio NY Times muda essa decisão toda hora.

Ricardo Amorim, do Manhattan, disse que o que vai diferenciar os tipos de conteúdo é a qualidade apresentada e que esse seria o diferencial para se cobrar um valor pelo conteúdo. Eu já discordo disso e penso que, hoje em dia, existe muito material jornalístico de qualidade que não é cobrado para ser acessado na grande rede.

O que acho que faltou ser discutido no programa foi a questão dos blogs. Eles são ferramentas que podem pesar na balança do conteúdo livre. Se eu acesso um blog com bom conteúdo e sei da qualidade de quem o escreve, para que vou pagar uma assinatura do Times, por exemplo, para ter o mesmo conteúdo. Análise? Relevância? Estes conceitos hoje já não são regidos pelos mesmos atores de antigamente. Os donos da bola já a perderam faz tempo.

O fato é que hoje a internet possibilita uma competição saudável com a grande mídia e que ninguém sabe o que vai acontecer no futuro. A discussão no programa foi rasa, mas ainda vale a pena assistir ao Manhattan.

Posted via email from Fabio Carvalho no Posterous

sábado, 10 de outubro de 2009

Esse cliente é importante?

Parece incrível, mas mesmo em 2009, século XXI, ainda vivemos a cultura da aparência, do jogo do coleguismo e do terrível "você sabe com quem está falando?". Isso é reflexo de uma cultura enraizada nos valores arcaicos dos tempos coloniais, em que mais valia a roupa que se vestia do que o caráter que formava uma pessoa.

Hoje em dia, enquanto as empresas mais inteligentes buscam aumentar seu share (participação no mercado), com campanhas de marketing de relacionamento honestas, objetivas e estratégias bem elaboradas, há ainda aqueles que pensam que vender bem é vender para o "cliente importante". Eu ouvi essa recentemente e me perguntei: não seria todo cliente igualmente importante?

Uma empresa vive basicamente do aumento de lucros e da redução de custos. Partindo desse princípio, entendo que para aumentar os lucros é necessário vender mais e melhor. O "problema" é que agora o consumidor não é mais o bobo que acreditava em tudo que empurravam a ele. Hoje, ele pensa e quer participar cada vez mais ativamente dos processos da empresa que fabrica seus produtos favoritos. Sendo esse o cenário, que estratégia devemos adotar para garantir que essa participação do cliente se reverta em lucro, o famoso ROI (retorno sobre investimento)? A conversa. Não há segredo mirabolante. O melhor a fazer é levantar a bunda da cadeira e ir conhecer o cliente. Saber o que ele pensa da empresa e o que deseja que essa empresa faça para continuar se relacionando bem com ele.

Tive um grande prazer de conhecer e ser aluno de Carlos Nepomuceno, um cara que precisa ser ouvido por mais e mais pessoas, que me disse o seguinte: "marketing, não importa se digital, ou não, é a tentativa de reestabelecer a comunicação humana, através do respeito entre as partes. O resto é manipulação".

Uma vez, ao comprar um carro, cheguei quase na hora de a concessionária fechar. Um senhor muito simpático veio me atender. Eu perguntei se ainda daria tempo de ver os carros, pois a loja estava encerrando suas atividades naquela noite. O vendedor me disse: "amigo, a loja está fechando, mas eu vendo carros. Você tem preferência por qual?" Aquele vendedor me "ganhou" inteiramente. Suas palavras foram as mais honestas possíveis e se traduziram em: cara, eu amo o que eu faço e quero te deixar satisfeito com isso.

Nessa história, está um dos principais conceitos do Nepô: "reestabelecer a comunicação humana, através do respeito entre as partes". Tudo que qualquer pessoa quer hoje é ser bem tratada, com respeito, seja no campo pessoal ou profissional. Ninguém gosta de ser mal atendido ou enganado. Portanto, se você quiser se relacionar melhor com seu cliente, faça como o vendedor que me atendeu na concessionária. Não basta o "volte sempre" escrito nas antigas sacolinhas plásticas. É necessário colocar mais amor pelo cliente. Sim, amor! Quem trabalha com amor, também ama o seu cliente e não quer saber se ele é importante - se vai comprar muito ou é famoso, ou vai comprar menos e é uma pessoa comum. Ame o seu cliente como quem não vê um rosto, um rótulo, mas sim, um amigo, um aliado. Comunique-se com ele. Sinta que ele é humano e não um número em um protocolo. Faça mais por ele e você vai ver o resultado. Eu acredito nisso. E você?

Posted via email from Fabio Carvalho no Posterous