segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Grande Presente de Natal, Euvírus!

Enquanto o São Paulo se reforça com Adriano, o Fluminense contrata Dodô, o Vasco tenta um recurso para salvar um ex-jogador em atividade de uma acusação de dopping. Deprimente!

Romário é grande, foi grande e sempre será grande. Não há dúvida. Mas, não faz mais sentido prorrogar uma carreira que já acabou.

E na Justiça, a eleição para presidente do clube de São Januário continua sem uma solução concreta. Aliás, colocar "Justiça" e "solução concreta" na mesma frase é uma antítese sem fim.

Esses, com certeza, não são os presentes de Natal que os vascaínos gostariam de receber. Dá pra acreditar em um 2008 melhor?

Iiiiiiiiihhh!!!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Calma, presidente! Não é o fim do mundo!

Como disse há alguns posts atrás, nunca aprovei a CPMF, mas achava que os seus criadores - que chegaram ao poder antes dos petistas -, deveriam ter sido coerentes e aprová-la. Cá pra nós. Atualmente, coerência não deve ser uma palavra do paradigma da política, hoje em dia, não é? Entretanto, fiquei feliz com o fim deste roubo oficializado no país. Minha sofrida continha bancária agradece.

O presidente Lula já choramingou por aí, claro. Por isso, apresento aqui algumas idéias sugeridas em um matéria da revista Veja (novembro), que já antevia uma possível derrota do governo. São 5 itens interessantes e possíveis. Basta ter vontade política para colocá-los em prática. Hmmm, vontade política? Acho que essas também já saíram do paradigma dos políticos faz tempo!

1 - Lula, que tal conter a gastança do governo?

Haveria recursos de sobra para sobreviver sem a CPMF.

2 - Diminuir a alíquota dos impostos.

Parece incrível, mas isso aumenta a arrecadação. Se a mordida é menor, os produtos ficam mais baratos, reduz-se a informalidade, elevando a receita, pois haveria menos contrabando.

3 - Estimular o mercado de capitais.

Empresas com capital aberto em bolsa de valores sonegam menos, pois precisam apresentar
regularmente seus balanços financeiros. Assim, elas ficam em dia com o Fisco.

4 - Diminuir as taxas dos bens de consumo.

Segundo Veja, o ideal é ampliar a participação dos impostos diretos, como o de renda, IPTU, cobrados de acordo com as respectivas rendas e patrimônios.

5 - Acabar com a guerra fiscal.

Os estados e municípios do país deveriam cobrar a mesma alíquota. Na verdade a disputa fiscal não cria mais empregos como dizem. Ela apenas muda o endereço do desempregado, diz, na matéria, o consultor tributário Clóvis Panzarini.

O Brasil não precisa de mais impostos. Precisa, sim, é de mais chances de empregos no mercado formal. Isso aumenta a arrecadação.

Tchau, CPMF. Já vai tarde!

Fonte dos dados: Revista Veja (14 de novembro de 2007) - Matéria de Cíntia Borsato

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Walking on the moon - The Police: SHOW!!!!!


Quem esteve no estádio do Maracanã no último 8, como eu, claro, provavelmente deve ter saído com a sensação de ter "andado na lua" com o irrepreensível show que Sting, Andy Summers e
Stewart Copeland proporcinaram. Lógico que ficaram faltando alguns hits no setlist (Spirits in the material world, Sinchronicity I), mas a apresentação do The Police foi tudo e um pouco mais do que o esperado. Antes, vale fazer um registro do show de abertura com Os Paralamas do Sucesso.


Herbert e cia mandaram muito bem. Mesmo em apenas 50 minutos, fizeram a galera pular com hits como "Vital e sua moto", "Lanterna do Afogados" e a sempre empolgante "Alagados", tudo isso com o auxílio luxuoso de Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura.

Alguns detalhes sobre o evento. Na entrada que leva ao gramado, tivemos que passar por uma, no mínimo, curiosa e, por que não dizer, sinuosa carreira de obstáculos que os organizadores "gentilmente" colocaram para tornar a vida dos espectadores mais divertida. Senti-me como um ratinho que, ao sair do labirinto, ganha um pedacinho de queijo, sem perder o bom-humor, afinal, é o Police! Queijão!

Os banheiros do Maraca, pelo menos na chegada, estavam impecáveis e bem arrumados. Só faltaram lixeiras e espelhos, segundo o público feminino. Um dia chegamos lá.

Antes do show foi tocada "Get up, stand up", de Bob Marley. O reggae foi uma influência forte no trabalho do grupo inglês. Belo aperitivo.

Começa o show dos "vovôs" e de cara uma porrada: "Message in the bottle". Em seguida de outra: "Sinchronicity II". No telão, as cores do disco "Sinchronicity", com as fotos das feras todas. Talvez, só eu tenha notado este detalhe. Coisa de fã. Aliás, os efeitos visuais foram muito bem usados e serviram de belos coadjuvantes para as músicas. Nada foi over com o Police.

Sting declarou sua "saudadgee" do Brasil e pediu para ver nossas "mauns" no ar. Apesar dos amigos brasileiros, o seu português não melhorou muito. Nice try, man!

E assim seguimos todos os presentes, extasiados, encantados. "Wrapped around your finger", com direito a xilofone e gongo. "Walking on the moon", "Invisible Sun", "Don't stand so close to
me" (versão original), "Can´t stand losing you" (sen-sa-ci-o-nal)! "Every breath you take", seguida das gracinhas de Andy Summers, chamando a banda de volta para tocar "Next to you".


Parece que o tempo melhorou o que já era excelente. Sting é como vinho, cantando melhor que nunca. Coppeland mostrou porque já foi eleito o melhor baterista de rock do mundo. E Andy
segurou a onda com solos pra lá de emocionantes e inesquecíveis.

Após uma hora e meia, mais ou menos, o sonho acaba e vamos pra casa. Na saída, ouvi uma mulher dizer "ah, faltou Fields of Gold" (linda música da carreira SOLO de Sting). Nem todo o
mundo é tão fã assim, né?

E se ficaram faltando alguns sucessos. Eu os perdôo, vovôs. Vocês ainda sabem traduzir muito bem o significado da palavra SHOW.

Valeu, The Police!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Dica do MeEmblogando

Nas próximas eleições, não se esqueça de levar o seu chimpanzé amigo para a cabine de votação. Com certeza, ele não deixará você esquecer em quem votou e não deixará você repetir os mesmos erros.

:-)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Todos têm o seu tempo para brilhar

Poucas vezes começo um texto pelo título. Acho que de acordo com o andamento das coisas, o próprio texto vai tomando conta de mim e delineando o caminho até o título mais preciso. Porém, desta vez resolvi mudar. Primeiramente, pensei em "ninguém é insubstituível", mas achei cliche demais. Pensei em outros e acabei ficando com este que você vê aí em cima.

Sim, todos aqueles que perseveram e trabalham têm o seu momento e local de brilhar. E com o levantador da seleção masculina de vôlei, Marcelinho, não foi diferente. Por muitos anos reserva do time de Bernardinho, Marcelinho - alvo de críticas e desconfianças de muitos - provou ser da elite do vôlei mundial, conquistando a Copa do Mundo, no Japão, domingo (02).

Poderia ficar aqui enumerando os vários motivos pelos quais o Brasil é imbatível no vôlei masculino, mas vou ficar somente com um: amizade. Ela esteve presente em cada beijo que o atacante Giba dava em seus companheiros. Em cada olhar dos jogadores, mostrando que o time joga por prazer e não somente pelo dinheiro, como tentou insinuar o ex-levantador títular, Ricardinho.

Ele tentou manchar a imagem da seleção, dizendo que a Família Bernardinho era uma falácia e que nada que víamos era real. Logo, ele, Ricardinho, um gênio do esporte, jogador com um poder ímpar de dar à bola uma aceleração que bloqueio nenhum pode acompanhar. Um levantador de jogadas mágicas em que, às vezes, precisamos de replay para entender o que ele faz? Que pena, Ricardinho.

Pena para ele e bom para Marcelinho, que pode não ter o mesmo prestígio que seu antecessor, mas teve muito mais que isso. Mostrou ter hombridade para segurar a pressão, defender o grupo e não atacar o ex-companheiro. Mostrou, ter serenidade para esperar o momento certo - contra a Rússia, em uma partida memorável -, para brilhar e garantir a vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim. Enfim, Marcelinho mostrou a todos nós o poder da máxima; e que se dane se é cliche ou não:
ninguém é insubstituível, mesmo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Por que alguém tem que morrer primeiro?


É melhor prevenir do que remediar. Assim é o dito popular. Mas, será que as autoridades se lembram de colocá-lo em prática?

A recente tragédia no Estádio da Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova, na Bahia, mostra o total desrespeito que os responsáveis por um evento têm com o principal elemento para o seu sucesso: o público pagante.

O mínimo que se espera de um espetáculo é que ele seja organizado de modo que traga conforto a quem desejar assistí-lo. Porém, não é sempre assim que as coisas caminham. Nada pior para um país que acabou de ser eleito sede de uma Copa do Mundo. Mas, esse nem é o foco da questão.

O mais revoltante disso tudo é que a maioria das tragédias com as quais no deparamos poderiam ter sido evitadas, e exemplos não faltam em nossa recente história.

Se o tão prepotente serviço de segurança americano tivesse lido o dossiê feito por agentes de segurança nacional sobre um possível mega-atentado terrorista, talvez Osama Bin Laden não fosse bem sucedido em seu 11 de setembro.

Se alguém tivesse percebido que o Bateau Mouche não tinha condições de navegar com a lotação acima do permitido, talvez não tivéssemos perdido a grande Yara Amaral.

Se a TAM não tivesse liberado sua aeronave com um reverso a menos, talvez centenas de pessoas não tivessem perdido a vida tão estupidamente.

Se Eurico Miranda fosse mais responsável, o acidente com torcederes em São Januário, na final da Copa João Havelange, em 2001, não teria levado pânico a pessoas que ali estavam para torcer e se divertir. E por vai. Como diz Marcio Guedes: "e ninguém vai preso?".

Qual será a próxima tragédia anunciada? Por favor, sejamos humildes e ouçamos as vozes da experiência. Já dizia a minha avó: "o seguro morreu de velho".


Foto: O buraco aberto na estrutura da Fonte Nova que causou a morte de oito torcedores. Montagem sobre foto de Whelton Araújo / Futura Press.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Políticos Mudos

Não sou de assistir à propaganda eleitoral gratuita, aliás, alguém é? Gosto de ver os debates, mas quando são usados para ataques pessoais, adeus. Porém, não posso deixar de comentar o tipo de propaganda que o PTB - Partido Trabalhista Brasileiro -, tem feito.

Parece-me que os líderes políticos do partido decidiram que seus filiados não têm capacidade para se expressar com o mínimo de coerência e exatidão, pois os "pobre coitados" ficam calados. A eles é dado apenas o direito de sorrir, coisa que alguns até abdicam.

Os futuros candidatos são dublados pelo presidente nacional do partido, Roberto Jefferson - cassado em 2005 pela Cãmara dos Deputados, após denunciar o "mensalão", escândalo que envolveu diversos políticos filiados ao PTB -, que expõe as qualidades e virtudes dos mudinhos.

É claro que isso faz parte de uma estratégia para manter a imagem de Jefferson na memória de nossos incautos eleitores. Mas precisava ser feito de modo tão inadequado e esdrúxulo?

Por outro lado, Cristiane Brasil, filha de Roberto Jefferson e presidente do diretório do partido no Rio de Janeiro, em seu horário, fala pelos cotovelos e sempre relembra os "ideais" de seu pai, prometendo melhorar a política e aumentar a justiça social. Como diz aquele velho samba, "me engana que eu gosto".

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Uma pergunta não quer calar

POR QUE DUNGA FOI ESCOLHIDO TREINADOR DA SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL?
Alguém tem a resposta?????

Um fio de esperança

Muito boa a entrevista do presidente interino do Senado, senador Sebastião Viana (PT - Acre), concedida aos jornalistas Carlos Iberê e Leandro Mazzini, publicada no Jornal do Brasil de domingo (18).

Tião Viana mostrou maturidade para criticar os trágicos rumos da Câmara Alta e ainda inteligência para demonstrar os erros na negociação do governo Lula em favor da CPMF.

Vale a pena conferir em: http://jbonline.terra.com.br/editorias/pais/papel/2007/11/18/pais20071118000.html

Isso é punição?

Nos últimos anos, o concurso para garis da Comlurb - Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro -, se tornou uma concorrida disputa no já sofrido mercado de trabalho brasileiro. Os contratados, após enfrentar longas filas para inscrição, fizeram provas para conseguir suas vagas e, pelo que me lembro, ninguém conseguiu o emprego, cometendo crimes contra o patrimônio público, fazendo inexplicáveis badernas pelas ruas da cidade.

Mas, aos olhos de alguns juízes e psicólogos, ajudar na coleta de lixo, limpar pichações em muros e postes da cidade por um ano é uma boa opção de pena alternativa. Rechaço veementemente esta forma de pensar do Juizado Especial Criminal da Barra, que decretou esta sentença a Fernando Mattos Roiz Junior (19), e Luciano Filgueiras da Silva Monteiro (21), acusados de atacar prostitutas na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com fumaça de extintor de incêndio

Penso que deveriam haver penas um pouco mais severas para estes tipos de crime. Esta determinação do Juizado além de desvalorizar o trabalho dos garis, que conseguiram seu emprego de forma lícita, não torna os vândalos pessoas mais conscientes e respeitadoras.

Será que esses, entre outros baderneiros, rebeldes sem causa, de classe média, após um ano, lembrarão o quanto é importante preservar o patrimônio de qualquer cidade? Infelizmente, eu acho que não. E você?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

"Hermanos" aterrorizam número um

O tenista suíço, Roger Federer, atual número um da Associação dos Tenistas Profissionais - ATP - começou mal na Copa do Mundo, realizada em Shangai, na China. Federer perdeu para o chileno, Fernando Gonzalez, parciais de 3-6, 7-6, 7-5.

Essa não foi a primeira vez que Federer perdeu para um sul-americano. A lista de "hermanos" acostumados a vencer o suíço só faz crescer. Recentemente, Federer perdeu duas vezes consecutivas para o argentino David Nalbandian pelos Masters de Madrid (2 a 1), e de Paris (2 a 0). Com as vitórias, Nalbandian empatou o confronto geral com Federer em 8 a 8.

Outro "hermano" que tira o sono do número um é o argentino, Guillermo Cañas. Cañas já bateu Federer por três vezes, contra duas do suíço. E olha que na última deu Federer (2 a 0), no Masters de Madrid.

Quem também gosta de desbancar Roger Federer é o nosso Guga. Mesmo afastado das primeiras colocações, Gustavo Kuerten - atual 676 do ranking da ATP e 207 da Corrida dos Campeões -, vence o confronto geral com Federer por 2 a 1.

Contra o número dois do mundo, o espanhol Rafael Nadal, o suíço perde por 8 a 5. No último confronto, este ano, na final em Wimbledon, Federer levou a melhor (3 sets a 2).

Agora, se o adversário for americano, Federer passeia. Contra Andy Roddick, atual número cinco do ranking, já foram 14 triunfos do suíço contra apenas uma vitória de Roddick. Andre Agassi, que já se aposentou, sofreu com Federer. Ganhou três, mas perdeu oito. Outro americano, o número 13 do mundo, James Blake, ainda não venceu o suíço. Blake perdeu as sete partidas que jogou contra Federer.

Pelo visto, os ares do norte fazem bem ao número um; já os do sul...


Foto - fonte: www.linternaute.com
Arte sobre a foto: Fábio Carvalho

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Venezuelistão ou Paquistãoela?

Não você não está entendendo errado. Os dois países - Venezuela e Paquistão - do que jeito que estão sendo governados poderiam formar um híbrido e serem rebatizados.

Não sei se as idéias de Hugo Chávez estão chegando ao país governado por Pervez Musharraf, mas o estado de excessão do governo paquistanês, mandando sua constituição às favas, demonstra claramente que, em pleno século 21, ninguém está livre de um golpe de estado, seja na América do Sul ou na Ásia.

Chávez prepara a Venezuela para uma revolução???, que ele chama de limpeza nacional. Na verdade, o que ele quer é ser absoluto em um país que até pouco tempo praticamente não existia no cenário internacional. Musharraf prometeu, após o golpe militar que o empossou, se transformar em civil e promover uma transição pacífica em seu país. Difícil acreditar que prendendo cerca de 500 pessoas, entre elas advogados e juízes, ele esteja no caminho certo.

É bom o Brasil abrir o olho com Chávez. A Venezuela abriu negociações para a compra de armas mais modernas e quando um louco está no poder, tudo é possível.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Quem vê futebol, não vê violência


Começo hoje com uma mea culpa. O "meemblogando" não é um blog de um assunto só, mas sei que é recorrente o tópico futebol aqui. Acho que isso se deve ao fato da minha irrestrita admiração pelo esporte bretão e pela forma como o vejo e relaciono à vida de todos nós.

Já reparou como várias expressões futebolíticas são usadas até mesmo por pessoas que dizem odiar futebol? "Pô, embolou o meio de campo", "me jogaram pra escanteio", "chegou aos 45 do segundo tempo", "te deixei na cara do gol", "tô na área - se derrubar é pênalti", entre outras são comumente ouvidas em nosso dia-a-dia. Então, não tenho um pouquinho de razão? rsrsrs....

Esse post foi motivado pela matéria do Esporte Espetacular, da Rede Globo, exibido no domingo (4), que levantou a polêmica da comemoração de gols com gestos que simulam alguém atirando. Alan Kardec, do Vasco; Souza, do Flamengo, já foram vistos fazendo tais gestos. O programa perguntou aos jogadores o que eles achavam disso tudo. Alguns se mostravam a favor, outros contra e a maioria ficou em cima do muro, como vários boleiros costumam fazer. Mas, será que não estamos fazendo uma tempestade em copo d'água?

Entre os adjetivos usados para descrever um atacante que faz muitos gols estão matador e artilheiro - que vem de artilharia, um termo que faz alusão ao militarismo. Daí, os jogadores se mostrarem como matadores. Claro que vivemos em tempos de violência exacerbada e tais gestos poderiam influenciar o comportamento dos jovens mal orientados, mas ninguém vai comprar uma arma ou virar bandido porque viu o fulano na televisão ou no estádio, dando tiros imaginários, não é?

O time inglês, Arsenal, é conhecido como "gunners" (algo como os que têm as armas) e não promove a violência com isso. O cracaço de bola, Roberto Rivelino, campeão mundial pelo Brasil, em 70, ficou conhecido como a "patada atômica". Alguém já viu o Riva ser ameaçado pelo Greenpeace?

Acho a polêmica interessante, mas não vejo esses gestos com olhos preocupados. Penso que outras formas de comemoração poderiam ser evitadas. Por exemplo: tirar a camisa do clube depois de fazer um gol. No mundo profissional de hoje, patrocínio é fundamental. Ao fazer um gol, o jogador vira o centro das atenções de todos no estádio e nas câmeras. Aí ele "aproveita" sua alegria para omitir o nome da empresa que, muitas vezes, paga o seu salário. Aí, não dá! Jogadores chutando placas publicitárias, também não é legal. Alegria não tem haver com depredação. Que o digam os incautos que saíram destruindo tudo que viam aqui no Rio e viram o sol nascer quadrado. Bem feito.

Espero que o futebol continue a ser motivo de polêmicas, sim, mas que as mesmas tenham mais fundamento no futuro.

Foto: o atacante Souza, do Flamengo, simula ser um "matador". Será que ele realmente quer promover a violência?
Fonte:
www.diariodecuiaba.com.br

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

E agora, Brasil?

Há 105 anos, nascia um dos maiores poetas do século passado, Carlos Drummond de Andrade; autor de obras como "Brejo das Almas" (1934), "Discurso de Primavera" (1977) e "Corpo" (1984). Se você ainda não leu um verso de Drummond, pare tudo o que estiver fazendo agora e corra para a livraria mais próxima.

Em um de seus poemas mais famosos, o poeta mineiro pergunta: "E agora, José?". Aproveito essa pequena homenagem do "meemblogando" ao escritor, para parafrasear Drummond e demonstrar minha preocupação com o novo momento do nosso país, recém-eleito como sede da Copa do Mundo de 2014. E agora, Brasil?

Teremos no máximo pouco mais de seis anos para organizar um evento que contará com a participação direta e indireta de mais de um bilhão de pessoas. Recentes notícias sobre a organização do Pan2007, realizado apenas na cidade do Rio, apontam falhas e acusações de improbidade e trazem uma interrogação à minha cabeça: será que o Brasil, país continental e pluripartidário, vai realmente se preparar, fiscalizar os contratos licitatórios com lisura, cumprir as metas estabelecidas, melhorar seu sistema de transportes, aumentar sua rede hoteleira, garantir a organização no entorno dos estádios, facilitar a compra de ingressos, respeitar o torcedor estrangeiro - e principalmente o do nosso país -, enfim, mostrar ao mundo que podemos fazer uma copa nos padrões que a Fifa deseja?

Torço pra que isso aconteça. Afinal, sou brasileiro, amante do futebol e das copas do mundo. E no embalo do campeonato mundial, ainda poderemos sediar os Jogos Olímpicos de 2016! Aí, ficaríamos "chatos", mesmo. Não acham?

Mas, antes de cair da cama e acordar, precisamos ter consciência do que nossos governantes farão até 2014. Tudo para que o sonho não vire pesadelo. Torça, mas fiscalize.

A gafe do Presidente memória-curta

Nosso ilustre presidente, Luis Inácio Lula da Silva, além de dar uma gafe totalmente desnecessária, dizendo que o Brasil fará uma copa "pra argentino nenhum botar defeito", completou o "show", lembrando o mundial do México 1986, de maneira equivocada.

Durante seu discurso na seda da Fifa, em Zurique, Lula disse ao ex-craque francês, Michel Platini - presente a cerimônia que deu ao Brasil o direito de sediar a copa de 2014 - que chorou quando ele, Platini, marcou um gol de pênalti e tirou o Brasil daquela copa. Correção: Platini marcou o gol de empate da França, em um cruzamento vindo da direita. Este gol forçou o jogo a ser decidido em disputa de pênaltis. Antes da cobrança, o craque beijou a bola e a mandou longe da meta do goleiro brasileiro, Carlos. Mas, não adiantou, pois os brasileiros foram eliminados.

Voltando ao talento do poeta

Para quem ainda não conhece, segue o poema "José", de Carlos Drummond de Andrade.

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, Você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

Você que faz versos,

que ama, proptesta?

e agora, José?



Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?



E agora, José?

sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio, - e agora?



Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?



Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse,

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você consasse,

se você morresse....

Mas você não morre,

você é duro, José!



Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja do galope,

você marcha, José!

José, para onde?

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Diga não ao código do silêncio

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa que gosta de conversar, expor idéias e até mesmo ouvir longos desabafos. Deve ser meu lado psicólogo, aperfeiçoado pelos anos como professor. Por isso, venho aqui hoje inaugurar um manifesto contra o código do silêncio. Sim, ele está presente em nossas relações sociais, no nosso dia-a-dia, de forma sorrateira, preparado para eliminar toda e qualquer tentativa de comunicação entre os seres pensantes.

Analise essas situações e veja se você já percebeu a presença do terrível código.

1) Você entra no elevador do seu prédio ou local de trabalho e diz "bom dia". A pessoa que lá já está apenas sorri ou balança a cabeça. Pronto, ponto paro código do silêncio. Quem deseja bom dia quer ouvir um "bom dia!" em troca. E não custa nada, né?

2) Ao passar por alguém você cumprimenta com um "sonoro" aceno. Não! Diga "olá", "como vai, fulano?". Estabeleça contato. Não deixe o silêncio superar suas palavras.

3) Esta é a mais terrível manifestação do código do silêncio: a levantada no ônibus. A pessoa sentada à janela, ao ver seu ponto se aproximando, levanta-se. E a outra sentada do lado do corredor move as pernas com o intuito de dar passagem. Não faça isso! Espere uma comunicação mais inteligente. Não somos máquinas (ainda). Que tal dizer: "com licença". E como resposta: "claro!". Pronto. Assim os dois indivíduos terão vencido o terrível código do silêncio. E quem sabe não rola até uma cantada no meio, tirando você do marasmo sentimental que atormenta a qualquer um, heim?

Na verdade, este texto é só para você se lembrar que a palavra foi feita para ser usada. Use e abuse dos "dá licença", "obrigado" e principalmente, do "por favor". A tal palavrinha mágica que opera milagres. Lembre-se do profeta: "gentileza gera gentileza".

Diga não ao código do silêncio.

:-) blá , blá blaá , blá........

domingo, 28 de outubro de 2007

Queria conhecer esse cara

Li este post no blog do Oswaldo Montenegro (http://bloglog.globo.com/oswaldomontenegro), artista que admiro há muito tempo (por que será que sempre que digo "há muito tempo" me sinto mais velho?) e tomei a liberdade de reproduzí-lo aqui. Poderíamos todos tomar as palavras do Oswaldo como uma nova filosofia e seríamos mais felizes. O que acham?

Liguei a televisão. “A Vida é Bela” – esse era o nome do filme. É mesmo. Não só é mesmo o nome do filme como é mesmo bela, a vida. O filme é bom e meio piegas. Eu também. Um bom sujeito e às vezes meio piegas.
O que importa é: a vida é bela.
Dói. Às vezes dói. Até saber que dura pouco, dói.
Mas presta atenção, colega, tem quadros de Van Gogh, sorvete de flocos, papos de madrugada com amigos. E isso é inegável.
Ok, você se lembra do garoto com fome na rua, se lembra que ainda existe luta religiosa, se lembra que a amiga a quem você deu atenção confundiu as coisas e te chamou de “galinha”, se lembra que fazem fofoca sobre você, se lembra da distensão muscular no melhor momento da pelada. Mas é bela. A vida é bela. Encontros de afeto real justificam esse planetinha bonito.
Ok, colega, dói porque a esquerda não nos salvou ao chegar ao poder (nem existe mais esquerda). Dói porque a psicanálise prometeu, mas não nos fez felizes para sempre. E os hippies viraram mendigos ou burocratas.
Mas a vida, colega, tem Domingos de Oliveira. E ele também acha a vida bela. E Domingos não mente. Imagine um cara que além de ser o maior pensador do Brasil, tem no primeiro nome um domingo no plural, numa espécie de multiplicação do feriado. Segundo ele, reclamar da vida é o oitavo pecado capital. Portanto, não vamos ficar resmungando. A vida é bela.
O tempo passa, o tempo estraga, o tempo mata, a vida volta, a vida recompõe, a vida renasce.
Você não gosta do programa da tv. Aí está ao seu lado o controlo remoto, supremo representante da sua democracia. O verdadeiro poder do povo é o controle remoto.
Ok, os nazistas cristãos odeiam os judeus e Cristo era judeu e não odiava ninguém. Paradoxo dói. A gente não confia no político que está aí para nos representar. E tem medo da polícia que está aí para nos proteger. Mas tem o corpo da mulher amada, o bandolim de Hamilton de Hollanda e milk-shake de Ovomaltine. E é interessante. O tal do ser humano é interessante. Sempre procurando o amor definitivo e a tal da segurança. Logo ele, capaz de morrer no próximo minuto, sujeito à primeira ventania, e sem a menor chance diante do menor maremoto. A segurança, colega, não existe. A gente inventou. E isso dói.
E lá no meio da dor tem uma tal de esperança. E como a flor que nasceu no asfalto, do Drummond, ela vive ali, sobrevivendo a caminhões e atropelamentos. Ok, colega, eu sei que dói. Mas tem a hora em que teu filho dá uma gargalhada e é feliz. Aí a gente se lembra dele em cima do nosso ombro e olhando espantado para o mundo. Naquele dia a gente disse pra ele (e pra filho não se mente): a vida é bela.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Pobre menina rica


Que o SBT - Sistema Brasileiro de Televisão - nunca teve qualquer compromisso com a continuidade de suas atrações, isso é fato mais que conhecido. Por inúmeras vezes, já ouvi amigos reclamando que perderam o final de uma série porque simplesmente interromperam a sua exibição ou trocaram o horário sem o menor respeito com os telespectadores. A bola da vez agora é o Charme, atualmente exibido às 16h e apresentado por Adriane Galisteu. Provavelmente esse é o programa que mais sofreu sob a batuta do homem do baú. A verdade é que Galisteu não consegue ter um estilo para seu programa (que já foi exibido em todos os horários possíveis e imagináveis), porque a linha editorial muda o tempo todo. A mídia já divulgou a insatisfação de Adriane com o SBT e me parece que a loura tem razão em reclamar.

Há pouco tempo atrás, o Charme estava redondinho. Convidados interessantes davam a Adriane a possibilidade de fazer perguntas inteligentes. O bike-repórter compunha bem o programa, trazendo matérias de externa. Enfim, o show era disparado o melhor da sofrível programação vespertina, sem nenhuma concorrência das outras emissoras com seus apresentadores que, ou lêem notícias de revistas e jornais ou vendem aqueles produtos terríveis que invadem nossas casas sem que peçamos. Ah, o programa ainda tinha o auxílio luxuoso de Renata Boldrini, falando dos lançamentos do cinema e, às vezes, com entrevistas direto de Hollywood.


O que mais irrita nesse programa camaleônico é que Galisteu tem jeito pra coisa, mas é mal aproveitada. Além de bela, ela é inteligente, sabe colocar bem as perguntas, é naturalmente gentil e simpática com seus convidados e até seus infomerciais são apresentados de uma maneira mais inovadora. Com tantas qualidades assim, Galisteu não precisa ser super pop para aparecer. Mas aí vem a pergunta: havia como o Charme ficar chato com tudo isso?
Sim, havia.

Atualmente, o programa é um game show, uma gincana sem informação. Adriane faz de tudo para parecer feliz com o que faz, mas é difícil acompanhar a atração. Há um revival do falecido "Namoro na TV", com participantes que não sabem nem ler um outdoor, e um outro jogo de perguntas e respostas com convidados "famosos" para os padrões SBTistas, valendo dinheiro, que é mais deprimente que acordar e ver o Calheiros ainda no Senado.


Espero que ao fim do contrato com o eterno líder do segundo lugar, Adriane repense suas posições e assine com um canal que a dê respeito profissional e liberdade editorial para trazer mais que charme ao seu programa.

Foto: Adriane se esforça e tem charme, mas no SBT não dá.
Fonte: Site - O Fuxico (Divulgação/SBT)

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

M................TV

Pensei em escrever um texto sobre os dezessete anos da Music Television Brasileira, completados no último dia 20. Mas, resolvi que vou esperar pela maioridade da emissora que me deixou mais de 20 horas ligado, no dia de seu lançamento. Até porque, a data será mais emblemática.
Parabéns MTV, ou como dizem Caetano e Lobão: EME TE VE!
Por enquanto, um pedido: que tal mais MÚSICA e menos TV?

:-(

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

CPMF, DEM e Demos

Nunca fui a favor da CPMF. Acho o roubo oficializado da minha conta bancária o máximo do abuso. Protesto e sempre protestarei contra esse imposto, que de provisório não tem mais nada. Porém, serei sempre a favor da coerência. E não vejo o porquê do Democratas - antigo PFL...argh!!! - em barrar a votação do imposto sobre o cheque (ou sobre qualquer ventinho que bater sobre nossas contas correntes).

A CPMF foi criada no governo Fernando Henrique Cardoso e apoiada pelo então PFL para supostamente melhorar a qualidade dos hospitais brasileiros. Na época, achei justo e interessante. Mas, o final desse filme todo mundo viu e vê até hoje.

Agora, o presidente Lula - que recentemente esteve na República do Congo... alguém viu a banda do governo congolês assassinando o hino nacional brasileiro? Caso de incidente diplomático! - quer aprovar a prorrogação do ideologicamente finado imposto, mas encontra resistência justamente naqueles que apoiaram sua criação, ou seja, uma briguinha ridícula. Coisa de criancinha mimada. Cada um querendo puxar a CPMF pro seu lado. O DEM ou Demos, como disse nosso ilustre presidente, acha que impedir a votação do imposto é "lutar pelo povo brasileiro", palavras do líder do partido José Agripino Maia (RN).


Como já disse, não sou a favor da CPMF, mas pelo menos, trata-se de um imposto limpo, não-sonegável, ou mais difícil de sonegar, e que agora é utilizado para custear, segundo o Governo, o Bolsa Miséria...oops...Bolsa Família.

Bons tempos eram aqueles em que os políticos direitistas ou de esquerda, apesar de reacionários e corruptos, eram fiéis às suas crenças. Nem isso podemos dizer que existe mais.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Do poder da palavra à paixão por um time de futebol

Assistindo ao programa Esporte Total, da Rede Bandeirantes, fui surpreendido por uma declaração do médico e jornalista, Osmar de Oliveira, por quem tenho grande admiração pela serenidade e bom senso nas opiniões.

Em determinado momento da atração, que tem sua primeira parte inteiramente dedicada ao futebol paulista, houve um debate entre o dirigente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, e o Dr. Osmar, versando sobre o percentual de torcedores do Corinthians - time de Osmar- e do São Paulo.

Em tom de paixão total pelo seu time, Osmar se empolgou e duvidou do percentual apresentado por Cunha, baseado em um censo de torcidas que apontou um crescimento no número de torcedores do tricolor paulista. Sentindo-se contrariado pelos números, Osmar conclamou a torcida corinthiana a fazer mais filhos. "Corinthiano não nasce, é concebido. Se você tem cinco, faz logo mais um e vamos acabar com esse número do São Paulo, logo", disse o médico.

Claro que a declaração de Osmar de Oliveira foi feita em tom de brincadeira, mas não podemos jamais superestimar a capacidade de entendimento e o nível intelectual dos telespectadores. Tal opinião pode gerar um entendimento errôneo e realmente ajudar o crescimento vegetativo no Brasil, que já é bastante exagerado.

- Ah! O doutor Osmar falou. Eu sou corinthiano. Esses "bambi" não vão passar nossa torcida, não! Esse pode ser o pensamento de alguns que pegam a mensagem no meio e não entendem o tom da mesma.

Como disse no primeiro parágrafo deste post, senti-me surpreendido pela declaração de Osmar, pois ele é um médico e homem de televisão há muito tempo. Devemos ter muito cuidado com o que falamos em qualquer que seja o meio para veicular uma mensagem. Espero que outros torcedores ilustres não cometam o mesmo erro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Veríssimo sempre Veríssimo

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance; para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luiz Fernando Veríssimo

Eu não quero "quase" ser. E você?

Exemplos de vida


Peço desculpas pelo pequeno hiato do blog, mas estou de volta ao teclado a partir de agora.
E nesse retorno, aproveito para destacar algo que vi de perto nos Jogos Parapan-americanos Rio 2007: a vitalidade e alegria de competir dos atletas brasileiros e internacionais.
Não pude ver muitas competições - por ser um dos editores do site oficial dos Pan e Parapan, vi apenas um jogo de basquete sobre cadeira de rodas e a natação - mas isso foi suficiente para constatar o amor pelo esporte e a vontade de superar limites daqueles atletas paraolímpicos.
Pouco importou ali o número de medalhas ou vencedores. Todos provaram ser campeões. A participação brasileira foi sensacional com 228 medalhas, número um no ranking geral. Houve momentos de pura união entre os povos, coisa que muitas vezes só o esporte e a dor das dificuldades pode proporcionar. Enfim, uma verdadeira celebração à vida e àqueles que fazem questão de dizer que ela "é bonita... é bonita... e é bonita".

Pan Rio 2007 - Show de organização

Se vamos realizar os jogos de 2016, isso só o futuro dirá. Mas, se provamos ter condições de realizar uma olimpíada no Brasil, isso foi sem dúvida constatado. Apesar dos inúmeros votos de insucesso e má sorte (pra não dizer aquela outra palavra) de alguns "coleguinhas" de nossa imprensa, os Jogos Rio 2007 foram simpsmente os melhores já realizados até hoje, palavra do Presidente da Odepa, Mario Vásquez Raña.

Claro que não estou promovendo um ufanismo aqui. Há problemas estruturais no Rio que devem ser resolvidos ainda. Porém, se colocarmos a mesma força de vontade e organização mostradas no Pan, a cidade dará um grandioso passo rumo a recepcionar os melhores atletas do planeta aqui em nosso país.

Foto de Alexandre Loureiro - www.rio2007.org.br
O brasileiro, Carlos Santos, na disputa da medalha de bronze contra o argentino, Oscar Alberto Diaz. Santos venceu por 2 sets a 0.

sábado, 1 de setembro de 2007

Até Londres 2012...será?

Que o Brasil há muito não consegue classificar seu time de basquetebol masculino para os Jogos Olímpicos, isso não é novidade. Que a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) é mal presidida e organizada, isso já se sabe há zilênios. Mas, agora, que os jogadores da seleção não vibram mais em quadra como faziam Oscar, Marcel e cia, ah... isso é novidade!

Hoje contra uma Argentina que vibrava até quando esteve atrás no placar, parecia que os brasileiros estavam disputando um jogo de esquina, mesmo quando estava a frente no marcador.

No futebol, ultimamente, a gente tem colocados os "hermanos" no bolso. Sabe-se lá Deus como! Mas, no basquete, esporte que a gente perguntava de quanto tinha ganho, no passado, os caras (Scola, Delfino e cia) mais uma vez deixaram a gente de fora de Pekin 2008.

Há ainda uma chance ano que vem com o Pré-olímpico mundial. Mas, vai ser difícil. Muitos times, quatro equipes européias...sei lá. Dificilmente o Brasil terá os jogadores da NBA, que cá entre nós, não foram esses monstros da quadra também.

Bem, amigos, vocês que gostam de basquete, e que lutam pra saber como estamos indo, a resposta é MAL, MUITO MAL!

Até Londres 2012. Será?

domingo, 1 de julho de 2007

Tá esquisito, heim Dunga!

Em edição extraordinária!

Com time bom ou não, com o Doni no gol, com o Dunga fazendo um monte de bobagem, em qualquer lugar que seja, o Chile continua a mesma "TETA" de sempre!

São Robinho!

:-(

sábado, 28 de abril de 2007

Negociar mais para empregar mais

Excelente a série de reportagens exibida na última semana, pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, abordando a questão da informalidade e as soluções encontradas por outros países para esse problema.

A conclusão a que chegamos é a de que o modelo adotado no Brasil, paternalista e fechado, não poderá sobreviver por muito tempo e trará mais dificuldades para nossa combalida previdência social.

Nos países desenvolvidos, a decisão adotada foi negociar contratos para assim empregar mais trabalhadores, tirando-os do mercado informal. Somado a isso estão o Estado e os fortes e organizados sindicatos, trabalhando como gestores responsáveis desse sistema e garantindo o cumprimento das cláusulas contratuais.

Espanha e os Estados Unidos já mostraram o caminho: negociações que garantam um nível de empregabilidade maior, além de boas relações entre patrões e empregados. Isso é bom para o governo, pois arrecada mais. Também é muito interessante para o trabalhador que, se for talentoso naquilo que faz, será disputado pelo mercado sempre a peso de ouro.

Falta ao Brasil romper as amarras que paparicam as relações profissionais no país. É uma questão cultural e não é fácil mudar esse paradigma.

domingo, 22 de abril de 2007

Um FURACÃO de prisões

Até que ia fazer um comentário sobre a Operação Furacão e as apreensões monstruosas da Polícia Federal, mas prefiro cantar. Afinal quem canta seus bingos ilegais espanta!

"... é que o Judiciário tá todo comprado e o Legislativo tá financiado... e o pobre operário que joga seu voto no lixo, não sei se por raiva ou só por capricho...."
(Leandro Sapucahy)

(;-)

Show de bola no Ar!

Viram que beleza o Sindacta da Red Bull Air Race?

Não atrasa nenhum vôo!!

Rsrsrsrs.

Unanimidades e governos

Depois de algum tempo sem atividades no blog, retorno cada vez mais preocupado.

Sempre tive muito medo de governos totalitários e me parece que a América do Sul está criando sua filial cubana pra valer. Recentemente, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou que não renovará a concessão da RCTV - Radio Caracas Televisión, que opera a 53 anos como uma fonte independente de informação para a população daquele país.
Mesmo ciente das dificuldades, o presidente da RCTV, Eladio Larez, confia nas pesquisas. Segundo Lares, elas revelam que mais de 80% da população rejeitam o fechamento da 'Radio Caracas Televisión'". O vice-presidente do canal, Eduardo Sapene, reiterou que o "Canal Dois" continuará "trabalhando depois de 28 de maio", data final da concessão.

Uma pergunta fica no ar: por que Chávez não deseja renovar o contrato de um canal independente de TV? E por que é tão criticado em seu próprio país, mas surge como o novo líder da Sulamérica, já que Lula não faz muito por isso, mesmo?
Enquanto isso, na Terra Brasilis, o presidente Ignácio da Silva deseja criar uma TV pública. Esse projeto tem pelo menos uma garantia de lisura, já que é liderado pelo jornalista Fraklin Martins. Mas, é sempre bom ficarmos de olho! (:-)

sábado, 24 de março de 2007

Pro filho do Garrincha se orgulhar

4 a 0. É só não ter fogueteira no estádio e goleiro se cortando que o Chile continua a mesma "teta" de sempre!

Da telinha pra Brasília


O jornalista e comentarista político, Franklin Martins, aceitou o convite do presidente Lula para assumir o novo Ministério da Comunicação Social. Em entrevista ao Jornal da Band, casa em que vinha trabalhando até então, Martins se disse bastante empolgado com o novo cargo e que chega ao Planalto com grandes expectativas com relação ao atual momento que o país atravessa.

Segundo o jornalista, o novo ministério terá como papel principal melhorar a relação entre o governo e a mídia. Franklin acredita que, passado o momento de crise causado pelo escândalo dos mensalões, que chocou a opinião pública brasileira, o Brasil está pronto para promover um crescimento maduro e duradouro.

Martins, na mesma entrevista, citou também a intenção do governo em criar uma TV pública. "Não será um meio de comunicação do governo. Será uma nova televisão capaz de promover cultura, sem a preocupação comercial das emissoras atuais", disse o novo ministro. Perguntado sobre como se sente, agora, "do lado de lá" da notícia, Martins não poupou palavras. "O povo tem que cobrar, mesmo. Podem pegar no meu pé."

Que Franklin Martins é um nome de muito respeito no cenário jornalístico do Brasil, não há dúvida. Porém, a criação de um ministério para a comunicação social, soa como uma tentativa de trégua entre o presidente, que ainda deve muitas explicações sobre os escândalos, e a imprensa. Espero que Franklin faça um bom trabalho e que melhore as condições de trabalho dos jornalistas no país, impedindo que pseudo-celebridades sejam repórteres ou tomem o lugar daqueles que realmente são habilitados para tal.

E Lula? Será que agora ele vem em nova versão "Lulinha paz e amor com a imprensa"?
............... 0-)

Foto: O novo ministro da Comunicação Social, Franklin Martins http://www.band.com.br/image/COL_FT1_56.jpg

domingo, 18 de março de 2007

Nunca é demais


Já que o ano é de Jogos Pan-americanos, não custa nada lembrar as lições de civilidade e civismo que este tipo de competição ensina. É bem verdade que, de vez em quando, uns loucos tentam estragar a festa, empurrando um maratonista aqui ou assassinando atletas inocentes ali, mas isso, ainda bem, é raro.
E pra ir esquentando o sentimento de brasilidade que os jogos despertam, que tal uma olhadinha no que o campeonato paulista de futebol tem promovido?
Antes de os jogos começarem, o hino nacional tem sido tocado e os torcedores (o jogo em que observei isso foi no interior) se levantam para ouvir e demonstrar seu respeito aos já combalidos versos de Osório Duque Estrada.
No Rio, isso não acontece. Sobre os outros estados, não tenho informação. Mas, que a idéia é bastante atual e deveria ser seguida por todos, é.
Se você viu este tipo de manisfestação em seu estado, dê o seu recado aqui!

sexta-feira, 16 de março de 2007

Escondendo o jogo


Quem viu as recentes apresentações do Santos pelo Campeonato Paulista, não consegue imaginar como o meio-campista, Zé Roberto, foi usado somente como marcador e destruidor de jogadas pelo técnico, Carlos Alberto Parreira, na última copa do mundo.


Das duas uma: ou o Zé Roberto aprendeu a jogar bola em menos de um ano, ou o ex-técnico da Seleção não via o potencial escondido naquele jogador, mesmo tendo o convocado por várias vezes para aqueles amistosos "dificílimos" contra o Lucerna, Cataluña, entre outros jogos de primeira linha.


Sinceramente, fico com a segunda opção. O oftalmologista do Luxa é bom mesmo!


Foto: Zé Roberto comemora um gol pelo Santos.

segunda-feira, 12 de março de 2007

Hay que protestar pero sin perder la "inteligência"

Conversando com minha ex-mulher...
Epa!
Sim, conversamos e muito. Não estranhe, reflita!

Como ia dizendo, enquanto eu assistia à cobertura da visita de George Bush ao Brasil, vendo a violência causada pelas manifestações em São Paulo, minha ex me perguntou porque as pessoas não protestam por coisas que realmente são relevantes para as suas vidas. Achei a indagação interessantíssima e, claro, me senti compelido a traçar umas linhas sobre o assunto.
É óbvio que qualquer pessoa em sua sã consciência - e eu me incluo nisso - discorda dos métodos nada pacíficos que Bush encontrou para tirar Saddam Hussein do poder e instaurar uma falsa democracia iraquiana. Mas, aqui em nosso Brasil, motivos não faltam para protestos mais pertinentes.
Demonstrar repúdio a Bush e seu governo é totalmente válido, mas agindo com inteligência, sem a manobra politiqueira e já caduquíssima dos pequenos partidos de esquerda, excluídos pela própria esquerda, que acham que a solução para os problemas brasileiros é dar uma de Bin Laden e acabar com a América de Bush. Um protesto pacífico e organizado seria muito melhor do que o que se viu na televisão.
Da próxima vez que você pensar em protestar contra a presença de Bush em qualquer lugar, tente se lembrar dos seguintes fatos:

a passagem de ônibus na mesma São Paulo custa R$2,30,
Paulo Maluf nunca vai pra cadeia,
A CPMF (contribuição PROVISÓRIA??? por movimentação financeira) nos rouba há um bom tempo e em nada ajudou aos hospitais,
o IPVA é exorbitante e melhorias não são vistas, aliás, a carga tributária do Brasil é uma das maiores do mundo,
deputados do "mensalão" foram reeleitos,
uma criança foi arrastada por 7km e morreu estupidamente,
ninguém acena com uma mudança no caquético código penal brasileiro,
o Brasil só não cresce menos que o Haiti,
e pra terminar a lista que poderia ser bem maior...

Eurico Miranda é sempre eleito presidente do Vasco!

Deu raiva? Então, proteste. Isso sim é válido! Pense por si próprio. Seja original. Brasileiro de verdade.

:º(l)

Argumento para o post: Claudia Val.

domingo, 11 de março de 2007

Dica musical

Procurando algo novo pra ouvir que não seja o baticum atual, sem criatividade alguma?

Acesse: SmoothJazz.com

Relaxante e inebriante!! Confira.

Ah, uma conexão banda larga ajuda muito, ok?
;-)

A caixa d'água do Cabral

Originalmente postado em 5 de março de 2007

Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Educativa - Rio, o recém-empossado governador, Sérgio Cabral, disse, com exclusividade, que outro dia estava tomando um copo d'água no Palácio Laranjeiras quando sentiu um gosto esquisito na boca e desconfiou da qualidade da água.
Cabral pediu à Cedae que investigasse o problema. Os técnicos descobriram que a caixa-d'água estava cheia de lodo e que, pelo visto, ela não devia ser limpa há 12 anos.
O governador do Rio tem pela frente vários problemas a enfrentar. Mas, se água do Palácio está assim, imagine o resto.
Pô, será que não sobrou uma difteriazinha pro casal Rosinha e Garotinho, não? Que sorte, heim!
):-)

quinta-feira, 8 de março de 2007

Enxugando gelo

A tão aleardeda vinda de Bush ao Brasil para conversas sobre a compra de nosso etanol pelos Estados Unidos não poderia ser mais sem propósito.

Bush, que já começou a campanha do "paz, amor e defesa do meio ambiente contra o aquecimento global", que empurrar aos americanos a idéia de que eles devem poluir menos para o bem do planeta.

Acontece que o congresso americano agora é dos democratas e as leis protecionistas dos americanos, relativas principalmente à agricultura daquele país, são públicas e notórias. O Brasil pode até tentar, mas nem Bush nem Lula conseguirão a aprovação de quem é claramente contra a idéia. Além do que, os americanos a-do-ram queimar o combustível de suas SUVs (utilitários esportivos). É só ver qualquer vídeo de hip-hop e conferir. :-()

domingo, 4 de março de 2007

Só agora???

Interessante ver o presidente George Bush visitando áreas devastadas e demonstrando apoio às famílias das vítimas - 19 no total - dos tornados que arrasaram o Alabama e a Georgia na última semana, nos Estados Unidos.
Em tempos de Oscar por um documentário sobre o aquecimento global para o ex-vice presidente, Al Gore, e a perda da maioria no congresso para os democratas, Bush busca agora uma forma de recuperar popularidade e levar mais um republicano à Casa Branca. Será que os americanos ainda acreditam?
Pena que os refugiados e as vítimas do Katrina não puderam pegar o bonde do "Bushinho amor e solidariedade". Que pena!

Foto: Bush demonstra apoio aos moradores de Americus, Georgia.

Soletrando


Se é pra falar sobre o que interessa, mãos à obra!
No último sábado (3), tive o prazer de assistir ao "Soletrando", um novo quadro do Caldeirão do Huck, e achei a idéia - embora copiada de um concurso já bastante tradicional nos Estados Unidos - muito interessante.
O concurso de soletração vai premiar um estudante com 100 mil reais, para assim poder ajudar mais um(a) brasileirinho(a) a chegar à universidade. Mais que isso, esta idéia prova que é possível fomentar o gosto pela leitura em nosso país. Se você ainda não assistiu, não perca. Incentive seus filhos a ver. Quem sabe eles (e até você) não adquirem o gosto pela palavra escrita? Com mais iniciativas como esta, que transforma o aprendizado em uma gostosa brincadeira impulsionada pelo poder da televisão, o Brasil pode um dia ter mais livrarias que Paris. O que acham?
Durante a competição, os alunos - cada um campeão em seu estado - contam com o auxílio luxuoso do simpaticissímo Prof. Sergio Nogueira (tive a oportunidade de conhecê-lo na redação do Diário Lance!, no Rio) e de Tony Belloto, guitarrista dos Titãs, escritor e apresentador.
Tenho grande admiração pelo Luciano Huck. Bom, ele gosta de funk, mas isso a gente deixa pra lá, né? Não o conheço pessoalmente, mas vejo nele algo mais que um apresentador: alguém que tenta fazer a sua parte para ajudar as pessoas. Acompanho a sua carreira desde o "Circulando" e o "H", na Rede Brandeirantes, mas penso que ele realmente se encontrou na Globo. Parabéns pela idéia, "pequeno apresentador"!
Foto: os participantes do "Soletrando", Sergio Nogueira, Luciano Huck e Tony Belloto (sentados)